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O que é isto?
A Vingança de Prometeu
 

Segue no post abaixo um texto antigo meu.

É muito desagradável ter que fazer uma nova mudança de endereço, mas a AOL tornou insustentável a nossa parceria, de forma que eu resolví cancelar a assinatura com ela e estabelecer novo provedor.

Eu sei que é uma chateação, mas a culpa, de fato, não é minha: eu não gosto de exploração.

Então vamos lá: este é meu quarto blog e terceira mudança de blog; que já se chamou Grilo Falante, A Vingança de Prometeu, A Vingança de Prometeu II e agora simplesmente A Vingança de Prometeu.

Quase que eu coloquei Sísifo Exaurido (a essa altura, depois de tanta mudança até que tinha tudo a haver...) mas seria mais uma mudança, o que seria mais desagradável ainda.

Mas vamos lá; lutando como as intempéries, sobrevivendo.

Tudo continua como antes...

Um abração a todos e obrigado pela compreensão.



 Escrito por Gilson às 18h50 [] [envie esta mensagem]



 

Splatt! Foi a primeira pancada que dei na mosca. Errei. O foco de luz de minha escrivaninha foi ao chão. Movido pela frustração acompanhei a trajetória de seu vôo através do meu quarto. Seria comparável a uma espaçonave no vácuo do universo - odiei-a.  Levanto e parto para cima dela com um jornal enrolado (ironicamente um Liberation da semana anterior).

Começo a desenvolver um espetáculo de erros patéticos acertando armários, encostos de cama, quebra-luzes...Numa luta frenética, tomo o intento como razão imediata e episódica de minha vida – dar cabo da mosca que me escapava a cada instante do movimento assassino.

Ela voava, naquela madrugada, ingenuamente, sem perceber a ameaça que pairava ao seu redor face as minhas despóticas intenções. Na verdade,  passeava a esmo pelos ares, senhora de suas metas, dona do seu destino, completamente aberta ao seu desejo, altiva em sua simplicidade.

Sentia o gosto da adrenalina na minha boca, a ira tomando conta de minhas têmporas.

Uma rápida ida ao banheiro; pego o aerosol – uma investida tecnológica...Asperjo em sua zona de vôo. Ela cai, despenca rumo ao chão.

Ajoelho solenemente para vê-la, inerte.

Sinto pena: ela era livre, eu não...

 



 Escrito por Gilson às 18h43 [] [envie esta mensagem]




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